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Sobre o vídeo Brasil de luto

Amigos e cantores postaram suas lembranças e agradecimentos nas redes sociais. Veja repercussão sobre a morte do cantor e compositor.

O cantor e compositor Belchior, autor de "Apenas Um Rapaz Latino Americano" e "Como Nossos Pais", morreu na madrugada de domingo (30) em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, aos 70 anos. A notícia foi confirmada pelo Governo pelo Governo do Ceará, que tem auxiliado a família do músico no traslado a Sobral.

O cantor e compositor cearense Belchior, de 70 anos, morreu na noite de sábado (29) em Santa Cruz do Sul (RS). A família não divulgou a causa da morte. O corpo deve ser levado para o Ceará, onde ocorrerá o sepultamento em Sobral, cidade natal do artista, segundo a Secretaria de Cultura do Estado.

"Eu fico muito triste! Ele vinha passando há anos por um total exílio. O Bel foi sempre uma pessoa muito culta. Ele tem um espírito lindo", disse, há pouco o músico e produtor musical Robertinho do Recife. Relutando em acreditar na notícia da morte de Belchior, acrescentou que o compositor e cantor cearense devia ter sido muito mais respeitado. "Mandei tantos recados para ele", desabafou. "Acho que Bel ainda tinha muito a dizer, (ele) sabia dizer de um modo muito culto em suas canções", acrescentou Robertinho do Recife. E recitou dois versos da letra de A palo seco: "E eu quero é que esse canto torto/ Feito faca, corte a carne de vocês".

O compositor pernambucano China também se manifestou sobre a perda. "O que sempre me chamou a atenção nas músicas de Belchior é a força e a verdade das palavras, de como aqueles textos são contundentes e atemporais. Na minha cabeça, toda vez que ouço algo dele, tenho a imagem de alguém gritando e contando verdades em praça pública, pra todo mundo ouvir. Doa a quem doer", escreveu o músico.

Alceu Valença conheceu Belchior nos anos 1970, durante festival de música em que ele, Geraldo Azevedo e o pernambucano participavam. "Ele havia recentemente vindo do Ceará e sua música era Hora do almoço, um clássico. Belchior era um filósofo, possuía uma erudição impressionante. A última vez que nos vimos foi num 14 de julho em Paris. Brindamos juntos a Queda da Bastilha! Há poucos anos, eu estava em Porto Alegre quando soube pela imprensa local que ele havia aparecido na cidade. Mas já era a fase do mistério e não nos encontramos. Foi um dos grandes poetas da música brasileira", sublinhou Alceu.

Natural do Ceará, Belchior fez fama nos anos 1970 com álbuns como Alucinação (1976). Só neste disco, estão clássicos como Velha roupa colorida, Como nossos pais, A palo seco e Alucinação. O músico é da mesma geração de outros artistas nordestinos como Raimundo Fagner, também cearense. Nos últimos anos, no entanto, Belchior ficou recluso, se ausentando dos palcos há mais de sete anos.

Que ele descnse em paz e que Deus abençoe a sua família.

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